desktop, notebook, table e teclado Apple dispostos sobre a mesa

Quais são os tipos de marcas existentes?

Quantas marcas vemos todos os dias e que, de tão acostumados a elas, nem paramos para pensar na quantidade de tipos de marcas que existem?

Agora, por exemplo, você está lendo este texto em um celular, computador ou tablet, que possuem suas respectivas marcas. 

É só dar um giro pelo ambiente em que está e você verá vários símbolos, sinais e palavras que representam as marcas mais famosas no mundo todo.

E por que não registrar a sua marca também? Ela pode até não ser uma gigante no mercado, mas você só está começando.

E, para começar com o pé direito, deve-se entender mais sobre marcas, quantas categorias existem, como elas são classificadas e a importância de registrá-las. Vem que a gente te explica tudo isso! 

O significado de marca 

De forma objetiva, podemos definir uma marca como aquilo que identifica um produto ou serviço e que o distingue dos concorrentes.  

Como o processo de registro de marcas é algo sério e que conta com uma legislação específica que determina direitos e obrigações, é importante entender ainda a definição de marca atribuída pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI): 

“Marca é um sinal distintivo cujas funções principais são identificar a origem e distinguir produtos ou serviços de outros idênticos, semelhantes ou afins de origem diversa.” 

Muito além da definição de marca: o processo de branding 

O objetivo de uma marca é transmitir a essência de um negócio. Com isso, espera-se que ela traduza, de maneira eficiente, o que a empresa oferece como produto ou serviço. 

Porém, no contexto mercadológico, ter uma marca significa oferecer muito mais do que o seu símbolo pode representar. É preciso gerir essa marca de forma inteligente e que seja relevante para o mercado e na vida das pessoas. 

Já reparou que os consumidores assíduos (se não fãs) da Apple adquirem seus produtos não só pelos recursos dos objetos em si? Na verdade, é por todo o conceito que existe por trás da marca. 

Para boa parte dos consumidores, a Apple é muito mais que aparelhos com sistemas intuitivos e que oferecem o melhor em conectividade. Ela é a representação do que há de melhor em inovação. Logo, para essas pessoas, é só ver o símbolo da maçã para saber que o produto é bom. 

E foi a paixão por inovação que conectou os fundadores da marca a um público que se surpreendeu com algo que não existia no mercado até então. 

Subjetividades à parte, há quem diga que comprar um produto Apple não é investir apenas em um bom item tecnológico e sim, é investir em experiência e se inserir em um novo estilo de vida. Você concorda? 

Esse é um bom exemplo do quanto um “símbolo” é forte no mercado e pode representar algo que vai muito além do simples fato de consumir um produto ou serviço.

A verdade é que uma marca, quando relevante e bem posicionada, pode gerar uma verdadeira legião de fãs. 

Evolução da marca Apple

Inclusive, saiba que a principal teoria sobre a escolha da marca da Apple — a maçã mordida — é que ela teria surgido para referenciar a Lei da Gravitação Universal, a partir da história da observação de Newton sobre a queda de uma maçã no chão.  

Tanto é que a primeira logo da marca é composta pela imagem de Isaac Newton debaixo de uma macieira. Veja abaixo: 

Logo, Steve Jobs percebeu que aquela imagem não faria sucesso para representar sua marca pelo mercado. Com isso, começou a adaptá-la a partir de um dos principais pilares da empresa e que justifica o seu sucesso: a simplicidade. 

A partir daí, você pode acompanhar a evolução da logo até se transformar na marca mundialmente conhecida (e amada) que é hoje. Percebeu como até as gigantes passam pelo processo de adaptação e evolução de suas marcas? 

Os tipos de marcas 

Para quem está começando um negócio, após entender o conceito de marca e o que ela representa no mercado, é importante compreender os tipos de marcas passíveis de registro

Manual de Marcas do INPI define a existência de duas categorias para classificar as marcas: quanto à natureza e quanto à forma de apresentação.

1. Quanto à natureza da marca 

No primeiro caso, as marcas se definem como: 

  1. Marca de produto ou serviço: ela é utilizada quando a empresa oferece um produto ou serviço e para distingui-la de outras semelhantes; 
  2. Marca coletiva: esse tipo de marca se destina a identificar e distinguir produtos ou serviços provenientes de membros de uma pessoa jurídica representativa de coletividade. Exemplos: marca de sindicatos, associações e cooperativas; 
  3. Marca de certificação: essa é a classificação utilizada para atestar a certificação ou conformidade de um produto ou serviço. É o símbolo destinado para afirmar a legalidade, a adequação às normas técnicas, aos padrões, especificações, entre outros. Exemplos: ISO, ABNT, ABIC e INMETRO.   

2. Quanto à forma de apresentação 

A forma de apresentação das marcas pode ser o ponto mais importante que você deve compreender sobre as classificações existentes. Afinal de contas, é ela que mais demandará criatividade para refletir exatamente o que uma empresa deseja transmitir para o mercado. 

Lembra-se do processo de construção da marca da Apple? Com esse exemplo em mente, conheça as classificações a seguir: 

Nominativa 

O tipo de marca nominativa é aquela que se representa apenas por letras e/ou números, que pode formar uma palavra, por exemplo.  

Também conhecido como verbal, essa categoria se constitui por elementos do alfabeto, neologismos e combinações de letras e algarismos que não resultem em uma figura como símbolo. Exemplos de marcas nominativas: Avon, Samsung, Varig, Acer e Casio. 

Figurativa 

Ao contrário do tipo nominativo — no qual é formado um nome a partir de letras e símbolos —, a classificação figurativa é aquela que se representa por figuras em vez de nomes.  

Essas figuras podem ser desenhos, imagens, ideogramas (como os japoneses e chineses), entre outros. Perceba que, nos seguintes exemplos de marcas figurativas, você não lerá nenhuma composição de palavras e reconhecerá as marcas apenas pelas suas imagens:  

Mista 

A mista, como você já deve imaginar, é a junção de palavras ou símbolos com as imagens. Isso porque, ela combina elementos nominativos e figurativos para composição da marca.  

Saiba que, nesse caso, também é possível que a marca seja composta apenas por elementos nominativos na qual a grafia seja representada por forma fantasiosa ou estilizada, como é o caso da marca Coca-Cola. Veja outros exemplos: 

Tridimensional 

Este é o tipo de marca menos utilizado no mercado, pois trata-se de uma marca que é representada pela própria embalagem. Isso significa que a forma plástica (ou o formato do produto) é a marca em si e não pode haver outro igual no mercado. 

O tipo de marca tridimensional pode ser melhor entendido observando-se as marcas abaixo: 

Já reparou como não existe nenhum outro chocolate com o mesmo formato do Toblerone, chocolate suíço cuja forma triangular é em referência aos alpes suíços?  

O mesmo acontece com a marca Yakult. Se você estiver de olhos fechados e apenas tocar na embalagem, conseguirá identificar o produto, já que, mesmo sem vê-lo, poderá reconhecer o produto pela forma, que é a identidade da marca.

O registro parte do entendimento do tipo de marca 

Assim como entender os tipos de marca é importante para você criar ou adaptar o seu negócio, o registro da marca se torna outro processo fundamental. E isso vale para toda empresa que desejar exercer suas atividades de acordo com as leis e evitar prejuízos. 

Registrar marca é o ato de legalizar a marca escolhida por você, como representante do seu negócio, e torná-la sua. Dessa maneira, nenhuma outra pessoa, física ou jurídica, poderá utilizar marca igual concebida e registrada por você ou pela sua empresa. 

Risco de não realizar o registro da marca

Ainda que possa parecer apenas uma formalidade, não registrar a marca é um risco para o negócio, pois: 

  • a empresa perde o direito de uso da marca que, na prática, já pertencia a ela; 
  • o processo de conquista da confiança na empresa tende a ser mais lento. 

Além dessas desvantagens, citamos um dos piores cenários para qualquer organização, que é o prejuízo financeiro. Isso pode acontecer de diversas formas:  

  • na impossibilidade de fazer negócios, como licenciar ou franquear a marca: como ela não estará registrada, esses processos se tornam impossíveis; 
  • perda de clientes: se houver uma marca igual ou parecida já registrada no mesmo segmento, os clientes poderão confundir os nomes e comprar no seu concorrente. Isso sem falar na insegurança causada em clientes que, até então, conheciam a marca. Pelo fato de ela não ter registro, poderá haver desconfiança quanto à credibilidade e idoneidade da empresa.  

Entenda que, para realizar o processo de registro da marca e não se deparar com as desvantagens que citamos acima, é importante estudar com atenção a viabilidade do tipo de marca com o seu negócio para fazer a escolha certa do nome e realizar de forma eficiente o processo de construção e posicionamento da marca. 

Uma boa forma de complementar este assunto é entender como é o passo a passo para registrar uma marca. Que tal aproveitar e já conferir como funciona

Sem comentários

Escreva o seu comentário

O que você quer fazer hoje?

Quero verificar se a minha marca está disponível para registro no INPI 
Já estou pronto(a) para iniciar o registro no INPI